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Investir em um programa de privacidade tem sido um ponto importante para as organizações, não somente para cumprir as leis de privacidade vigentes e aplicáveis, bem como para facilitar negociações comerciais.


Mapear dados pessoais, implementar novos processos e documentos, revisar contratos, conscientizar todos os envolvidos em tratamento de dados pessoais são algumas ações essenciais do dia a dia. No entanto, como organizar as ações e evidenciá-las, em caso de auditoria ou fiscalização? Como conhecer os resultados e saber se estamos no caminho correto?


O inciso X, do artigo 6º da LGPD, traz o princípio de responsabilização e prestação de contas, ou seja: ?demonstração, pelo agente, da adoção de medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas?. E aqui, as métricas serão de muita ajuda!


Mas o que são essas métricas?

Métricas são medidas quantificáveis usadas para analisar o resultado de um processo, ação ou estratégia específica. Essa unidade de avaliação deve ser o mais objetiva possível, demonstrando a realidade do cenário e agregando valor.

Um exemplo, para ilustrar, seria utilizar indicadores-chave de desempenho (KPIs) ao atender às demandas dos titulares de dados pessoais: quantas demandas recebemos por mês?

Quantas foram respondidas? Em quanto tempo são respondidas? Quantos titulares ficaram satisfeitos?


Outro cenário pode ser considerado quando da conscientização dos colaboradores sobre o tema programa de privacidade: a meta de conscientização é de 100% até o mês de X.

Após o referido mês, verificaremos: quantos colaboradores foram conscientizados? Qual a porcentagem de presença nos treinamentos? Quantos receberam a cartilha de LGPD? Qual a porcentagem de feedbacks positivos?


Como as métricas ajudam no programa de compliance

O ponto é: sim, estamos nos adequando à Lei, estamos investindo em proteção de dados pessoais, estamos trazendo uma cultura de privacidade para a organização e conseguimos comprovar nossas práticas!Claro que, realizar a adequação à LGPD, verificar processos, elaborar documentos, contratar especialistas, dentre outros pontos, é fundamental, mas tão essencial quanto é ter evidências e conseguir prestar contas sobre a maturidade do programa de privacidade e da evolução da empresa.

E não somente para efeito de fiscalizações, mas também, de due diligences para a criação de novas relações comerciais, tal como para demonstrar transparência com os titulares de dados pessoais e fortalecer a confiança dos clientes.

Ainda, é salutar compreender que as métricas devem ser adequadas de acordo com o público, com base nos interesses e experiências dos profissionais, bem como nos objetivos e metas da organização.

 

Créditos: Techcompliance.org by Mariana Sbaite